quero me permitir a sonhar, quero me permitir a realizar esses sonhos. quando era pequena engolia o mundo com minha boca e se caso ficasse difícil de descer, empurrava.
uma amiga disse que não gosta de pensar no futuro e não ter respostas. como se as coisas estivessem nubladas e isso fosse assustador demais para pensar.
sempre precisei de um céu limpo e um certo ponto para alcança-lo, nunca pude ficar simplesmente admirando seu completo vazio, o problema é que as luzes que sigo são vivas, são seres e isso quer dizer que tem vontade própria.
me permitir a não ter um grande sonho é a maior prova de amor e confiança que poderia me dar, vou esperar, olhar com calma e ~pasme~viver a minha vida, diferente de tudo que já fiz ou senti.
respire.
mais uma vez.
não sou um robô, posso vadiar um ano inteiro e ficar bem com isso, posso passar um ano inteiro meditando e ficar bem com isso, eu só quero um tempo para mim mesma sem precisar chegar a algum lugar.
não que eu vá ficar parada só que vou caminhar sem um destino, sem motivo, sem sonhos, sem intenções, sem objetivo.
apenas ficar viva.
beijos descompromissados,
B.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
seja o que for é sobre jogos vorazes
tenho tantas coisas para dizer e ao mesmo tempo tão pouco conteúdo. fiz a prova de engenharia de software e devo ter tirado um zero, não tem uma única questão em que tenho certeza de que fui bem. a chuva de madrugada estava maravilhosa, adoro chuva, ela é mágica, eu sei que é apenas vapor acumulado nas nossas lindas nuvens, mas ainda sim é tão maravilhoso.
| não acaba não, como vou me recuperar? |
venho criando motivação para escrever sobre jogos vorazes: esperança ~parte2~, mas ta difícil explicar ou falar qualquer coisa sobre esse filme, não sei se é por causa da ficha não ter caído ainda. poxa acabou e não vai ter nada depois disso:
não foi a guerra
não foi a morte
não foi o snow e
não foi ela
não era sobre amor
não era sobre morte
não era sobre politica
não era sobre ela
foi o cinza do 12
foi o sorriso do finick
foi o amor não correspondido
dele
e dele
foi a dor guerra causou
ela ficou triste
porque morreu
morreu porque triste
sorria, não, grite pela guerra
mas a guerra mata
mata crianças
não quero guerra
ninguém quer
ninguém é culpado
ninguém vai pagar
ninguém vai se vingar
o amor venceu
não, não existe espaço para amor
o amor cura
não esta machucado
esta morto
era só um jogo
quieta voltava e acabava com isso
mas pediram para cantar
vão enforcar um cara
é sexy
é vulgar
é mal
é bom
não exite
ela morreu
quando o paraquedas tocou no
chão... corpo
fim....
***
não li nenhuma crítica e nenhum texto sobre o filme, nem antes de assistir e nem depois. estou aqui tendo que pensar sobre isso. sim, que absurdo vou ter que pensar sobre o assunto para saber o que eu acho.
nos últimos meses tenho baseado minhas opiniões e toda minha fé nas opiniões e fé das outras pessoas. basicamente fiquei esperando pelo o que as outras pessoas estavam pensando para saber o que eu penso.
minha história com jogos vorazes é lindamente trágica, não lembro porque eu assisti o primeiro filme e nem quando, então vou inventar uma memória: era uma tarde qualquer onde não tinha o que fazer (o que na maioria das vezes quer dizer que tenho milhares de coisas para fazer, mas não faço nada) convenci minha irmã assisti esse tal filme de que a capricho não para de falar e então assistimos.
a mágica aconteceu bem aí. o primeiro filme me encheu os olhos de lágrimas, assistir a (spolier do primeiro filme) rue morrer pela primeira vez foi difícil, chorei que nem um bebê, como assim essa linda garotinha vai morrer, mas sinceramente minha mente estava mais ocupada me deliciando pelo breve romance de peeta e katniss, porque é isso que o mundo faz, uma lavagem cerebral para que tu acredite que a unica história que importa é o romance, se a mocinha vai ficar o mocinho.
depois de assistir algumas vezes percebi que o filme (história) era grandiosa demais, um mundo pós guerra que massacra crianças para lembrar o que a guerra fez, você é um incapaz e vai morrer se entrar em guerra comigo, mas só para garantir que tu entendeu vou matar alguns dos seus filhos num jogo doentio uma vez por ano, okay?
okay.
acredito que o tempo fez as pessoas pararem de questionar isso, que já era normal para todos, quando tu nasceu as coisas funcionavam assim então porque fazer algo diferente? quer contrariar vai morrer idiota, e de uma forma menos grandiosa, não vai ser televisionado.
demorou mais do que gostaria de admitir, demorou muito tempo para que pudesse entender o quanto isso era horroroso, pessoas eram assassinadas e isso era televisionado. como puderam esperar tanto tempo sem se revoltarem? como conseguiam viver depois disso tudo? seus filhos morreram, seus filhos mataram.
do outro lado, na capital, cheguei a duas situações para explicar porque as pessoas torciam aguçadas e faziam daquilo uma grande festa.
primeiro.
acho que assim como todos os pobres e famintos se conformavam de que suas vidas eram assim, que aquela coisa que faziam com tuas crianças era algo normal, os cidadães da capital também acreditavam que a única verdade, a única maneira de viver era do jeito deles.
porque questionar algo que esta funcionando?
segundo.
mais uma vez assim como os outros distritos eles tivessem medo do snow, medo do que os pacificadores poderiam fazer com eles, mais uma (segunda) vez: porque questionar o que esta funcionando?
de um lado e extravagancia e do outro a fome.
effie. como falar dessa mulher. era bem visível que ela não sabia como se comportar naquele maldito 12. então agiu como todos de sua cidade natal agem para tudo. de uma forma graciosa tentou glorificar a morte de duas crianças.
mas isso não era uma festa da qual estava acostumada, e aos poucos percebeu que não poderia agir como se fosse uma grande festa. tá vamos deixar claro não é uma festa. não sei se ela estava lá como ironia ou como alivio cômico, foi a primeira coisa bizarra que me fez ficar com um pé atrás desse filme. como assim ela se veste dessa maneira o que há de errado com essa mulher?
nada. isso era preciso, se as pessoas da capital não estivessem sempre com plumas, cores vivas, e muito volume nos cabelos e nas roupas, provavelmente nunca teríamos reparado nos trapos que a katniss usava, porque eu só consegui entender isso quando comparei as roupas da effie e da katniss, isso aconteceu porque meu olhar é treinado a ignorar as crianças famintas que eu vejo todos os dias nas ruas, para que eu possa viver com minha mente em paz, mas ninguém me treinou para ignorar uma maquiagem tão marcante e todas aquelas plumas nos vestidos, o que coco chanel diria?
quando chamei minha mãe para assistir comigo jogos vorazes ela ficou com um pé atrás em relação a bizarrice dos figurinos, ficou com uma cara de quem não estava entendendo nada e tudo bem porque só deus sabe quanto tempo demorei para entender isso.
nós temos a mocinha da capital, o jovem apaixonado, o vitorioso desiludido e a voluntária hostil. todos num lindo trem que te levara para a infinita escravidão da mídia. a coisa sempre acaba ficando pior, katniss se voluntariou para salvar sua irmã, ponto, não queria matar as pessoas, mas uma hora ou outra sabia que teria de fazer.
quando chegaram e viram o quanto tudo aquilo era ridiculamente glorificado, as pessoas acenando e torcendo, vibrando pelos seus campeões, ops ... peões do seu jogo favorito. katniss continuou incrédula com tudo aquilo, não dava nem para se matar, a comida era boa, o lugar espaçoso, mas mesmo para uma morta de fome, alguns dias de conforto não fizeram esquecer de todo o inferno que estava preste a enfrentar.
e o pior de tudo é que foi apenas o começo.
***
era para ter escrito sobre o ultimo filme, mas me vi tendo tanta coisa para falar sobre o primeiro....continua...
beijos revoltosos,
B.
***
não li nenhuma crítica e nenhum texto sobre o filme, nem antes de assistir e nem depois. estou aqui tendo que pensar sobre isso. sim, que absurdo vou ter que pensar sobre o assunto para saber o que eu acho.
nos últimos meses tenho baseado minhas opiniões e toda minha fé nas opiniões e fé das outras pessoas. basicamente fiquei esperando pelo o que as outras pessoas estavam pensando para saber o que eu penso.
minha história com jogos vorazes é lindamente trágica, não lembro porque eu assisti o primeiro filme e nem quando, então vou inventar uma memória: era uma tarde qualquer onde não tinha o que fazer (o que na maioria das vezes quer dizer que tenho milhares de coisas para fazer, mas não faço nada) convenci minha irmã assisti esse tal filme de que a capricho não para de falar e então assistimos.
a mágica aconteceu bem aí. o primeiro filme me encheu os olhos de lágrimas, assistir a (spolier do primeiro filme) rue morrer pela primeira vez foi difícil, chorei que nem um bebê, como assim essa linda garotinha vai morrer, mas sinceramente minha mente estava mais ocupada me deliciando pelo breve romance de peeta e katniss, porque é isso que o mundo faz, uma lavagem cerebral para que tu acredite que a unica história que importa é o romance, se a mocinha vai ficar o mocinho.
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| gente mas olha o tamanho dela |
depois de assistir algumas vezes percebi que o filme (história) era grandiosa demais, um mundo pós guerra que massacra crianças para lembrar o que a guerra fez, você é um incapaz e vai morrer se entrar em guerra comigo, mas só para garantir que tu entendeu vou matar alguns dos seus filhos num jogo doentio uma vez por ano, okay?
okay.
acredito que o tempo fez as pessoas pararem de questionar isso, que já era normal para todos, quando tu nasceu as coisas funcionavam assim então porque fazer algo diferente? quer contrariar vai morrer idiota, e de uma forma menos grandiosa, não vai ser televisionado.
demorou mais do que gostaria de admitir, demorou muito tempo para que pudesse entender o quanto isso era horroroso, pessoas eram assassinadas e isso era televisionado. como puderam esperar tanto tempo sem se revoltarem? como conseguiam viver depois disso tudo? seus filhos morreram, seus filhos mataram.
do outro lado, na capital, cheguei a duas situações para explicar porque as pessoas torciam aguçadas e faziam daquilo uma grande festa.
primeiro.
acho que assim como todos os pobres e famintos se conformavam de que suas vidas eram assim, que aquela coisa que faziam com tuas crianças era algo normal, os cidadães da capital também acreditavam que a única verdade, a única maneira de viver era do jeito deles.
porque questionar algo que esta funcionando?
segundo.
mais uma vez assim como os outros distritos eles tivessem medo do snow, medo do que os pacificadores poderiam fazer com eles, mais uma (segunda) vez: porque questionar o que esta funcionando?
de um lado e extravagancia e do outro a fome.
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| o que dizer de tu? |
mas isso não era uma festa da qual estava acostumada, e aos poucos percebeu que não poderia agir como se fosse uma grande festa. tá vamos deixar claro não é uma festa. não sei se ela estava lá como ironia ou como alivio cômico, foi a primeira coisa bizarra que me fez ficar com um pé atrás desse filme. como assim ela se veste dessa maneira o que há de errado com essa mulher?
nada. isso era preciso, se as pessoas da capital não estivessem sempre com plumas, cores vivas, e muito volume nos cabelos e nas roupas, provavelmente nunca teríamos reparado nos trapos que a katniss usava, porque eu só consegui entender isso quando comparei as roupas da effie e da katniss, isso aconteceu porque meu olhar é treinado a ignorar as crianças famintas que eu vejo todos os dias nas ruas, para que eu possa viver com minha mente em paz, mas ninguém me treinou para ignorar uma maquiagem tão marcante e todas aquelas plumas nos vestidos, o que coco chanel diria?
quando chamei minha mãe para assistir comigo jogos vorazes ela ficou com um pé atrás em relação a bizarrice dos figurinos, ficou com uma cara de quem não estava entendendo nada e tudo bem porque só deus sabe quanto tempo demorei para entender isso.
nós temos a mocinha da capital, o jovem apaixonado, o vitorioso desiludido e a voluntária hostil. todos num lindo trem que te levara para a infinita escravidão da mídia. a coisa sempre acaba ficando pior, katniss se voluntariou para salvar sua irmã, ponto, não queria matar as pessoas, mas uma hora ou outra sabia que teria de fazer.
quando chegaram e viram o quanto tudo aquilo era ridiculamente glorificado, as pessoas acenando e torcendo, vibrando pelos seus campeões, ops ... peões do seu jogo favorito. katniss continuou incrédula com tudo aquilo, não dava nem para se matar, a comida era boa, o lugar espaçoso, mas mesmo para uma morta de fome, alguns dias de conforto não fizeram esquecer de todo o inferno que estava preste a enfrentar.
e o pior de tudo é que foi apenas o começo.
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era para ter escrito sobre o ultimo filme, mas me vi tendo tanta coisa para falar sobre o primeiro....continua...
beijos revoltosos,
B.
Começando seja lá o que isso for

amanhã começa a semana das provas, não, não estudei e nem pretendo, depois de um semestre inteiro de reflexão percebi que fiz tudo errado (para variar), e cheguei a conclusão de que não vou continuar com esse tal curso de analise de desenvolvimento de sistemas. então não preciso ir super bem nas provas se já tenho a intenção de parar.
decidi que terminaria o semestre e aos trancos e barranco estou terminando, tenho milhares de coisas para fazer, terminar tudo essa semana é o grande desafio, sim um outro. amanhã a prova é de engenharia de software, uma droga de matéria, minha professora resolveu tentar mastigar milhares de formas de organizações para a fabricação de um software em slides sem graça sem vida, e male male um conteúdo decente. a faculdade é um droga e parece que só eu percebo. não contei para meus pais que vou sair da faculdade sinceramente é um dos meus maiores medos enfrenta-los, mas uma hora ou outra tenho que fazer essa merda.
***
ano passado terminei meu curso de administração, que fiz para agradar meus queridos fazedores de sexo que ~sem querer~me fizeram, eis aqui as coisas que aprendi nesse curso:
- algumas palavras colocadas em uma certa ordem fazem toda a diferença, fiz um ano e meio de curso, arrastada, transbordando ódio e tristeza por estar ali porque queriam que eu estivesse e não porque eu queria, se minha linda mãe tivesse dito: ei guria tu não é obrigada a fazer isso, encare isso como uma aventura, é muito importante saber cuidar dos negócios, se depois de um semestre inteiro tu achar que vai surtar saia do maldito curso e não surte. sei que parece bobagem, mas algumas frases desse tipo seria para mim a bobagem mais importante do mundo.
- você vai se sentir sozinha mesmo tendo um monte de gente do seu lado, isso é complicado enquanto estava ocupada odiando minha vida, gastando toda a minha energia vital para isso, havia pessoas boas do meu lado, querendo ou não me encaixei numa turma, o problema era sempre estar ausente e triste, fala sério eu era um porre, praticamente um peso morto, diziam para mim que eu podia conversar com elas e tal, mas ninguém me entendia ninguém se sentia tão obrigada estar ali como eu, ninguém se sentia tão impotente como eu, ou pelo mensos escondia bem.
- e mesmo se sentido sozinha não vai ficar sozinha o tempo todo, contraditório? prazer. não fiquei triste cem por cento do curso, até me esforcei para enxergar as coisa de uma maneira diferente, dei umas boas risadas e conheci pessoas maravilhosas, e isso, as vezes isso era suficiente para não me jogar do viaduto, isso era bom, pena que não aproveitei mais.
- administração é vida, é paz é amor, não me apaixonei por administração e nem vou seguir carreira (falar nisso tenho que buscar meu diploma), acontece que viver é praticamente administrar, você escolhe quem será teus amigos, você escolhe como vai passar seu tempo, acho que ter uma vida organizada é sinônimo de ser um bom administrador, economia foi legal, até cogitei fazer a facul, era muito boa em balanço patrimonial, e minha professora de gestão empresarial foi uma das melhores professoras que eu já tive, e se tem uma coisa que sempre vou amar nisso tudo é fazer um plano de negócio, é um pouco complicadinho, mas acredita que gostei?!
- nunca mais obedeça quando não acreditar no fim que isso leva, é uma forma educada de dizer que meus pais não são meus donos e eu tenho que fazer o que eu achar melhor para minha vida, e não preciso me envergonhar pode ser qualquer coisa desde virar cantora até madre. querida deixa de ser trouxa e diga não quando quiser dizer não, olha um segredo não mata ninguém. por enquanto minha reflexões são essas, talvez crie mais, talvez nem acredite nisso pela manhã, tanto faz.
***
pensei em agradecer por três coisas hoje:
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| a pizza nunca é assim |
- obrigado pelo maravilhoso churrasco tipico de domingo que forrou meu lindo estomago de gente fresca, e pela pizza para finalizar a noite de um jeito...
- obrigado pela minha mãe não ter passado mal pela cerveja e não ter deixado o banheiro inabitável;
- obrigado por ter conseguido escrever isso, seja o que for.
***
apresentações ficam para amanhã, agora tenho que dormi, quero dizer que esse é o primeiro texto de um desafio de 365, é escrever até pedir para sair, mas já entrei num acordo que é sem arrego. primeiros beijos,
B.
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