| não acaba não, como vou me recuperar? |
venho criando motivação para escrever sobre jogos vorazes: esperança ~parte2~, mas ta difícil explicar ou falar qualquer coisa sobre esse filme, não sei se é por causa da ficha não ter caído ainda. poxa acabou e não vai ter nada depois disso:
não foi a guerra
não foi a morte
não foi o snow e
não foi ela
não era sobre amor
não era sobre morte
não era sobre politica
não era sobre ela
foi o cinza do 12
foi o sorriso do finick
foi o amor não correspondido
dele
e dele
foi a dor guerra causou
ela ficou triste
porque morreu
morreu porque triste
sorria, não, grite pela guerra
mas a guerra mata
mata crianças
não quero guerra
ninguém quer
ninguém é culpado
ninguém vai pagar
ninguém vai se vingar
o amor venceu
não, não existe espaço para amor
o amor cura
não esta machucado
esta morto
era só um jogo
quieta voltava e acabava com isso
mas pediram para cantar
vão enforcar um cara
é sexy
é vulgar
é mal
é bom
não exite
ela morreu
quando o paraquedas tocou no
chão... corpo
fim....
***
não li nenhuma crítica e nenhum texto sobre o filme, nem antes de assistir e nem depois. estou aqui tendo que pensar sobre isso. sim, que absurdo vou ter que pensar sobre o assunto para saber o que eu acho.
nos últimos meses tenho baseado minhas opiniões e toda minha fé nas opiniões e fé das outras pessoas. basicamente fiquei esperando pelo o que as outras pessoas estavam pensando para saber o que eu penso.
minha história com jogos vorazes é lindamente trágica, não lembro porque eu assisti o primeiro filme e nem quando, então vou inventar uma memória: era uma tarde qualquer onde não tinha o que fazer (o que na maioria das vezes quer dizer que tenho milhares de coisas para fazer, mas não faço nada) convenci minha irmã assisti esse tal filme de que a capricho não para de falar e então assistimos.
a mágica aconteceu bem aí. o primeiro filme me encheu os olhos de lágrimas, assistir a (spolier do primeiro filme) rue morrer pela primeira vez foi difícil, chorei que nem um bebê, como assim essa linda garotinha vai morrer, mas sinceramente minha mente estava mais ocupada me deliciando pelo breve romance de peeta e katniss, porque é isso que o mundo faz, uma lavagem cerebral para que tu acredite que a unica história que importa é o romance, se a mocinha vai ficar o mocinho.
depois de assistir algumas vezes percebi que o filme (história) era grandiosa demais, um mundo pós guerra que massacra crianças para lembrar o que a guerra fez, você é um incapaz e vai morrer se entrar em guerra comigo, mas só para garantir que tu entendeu vou matar alguns dos seus filhos num jogo doentio uma vez por ano, okay?
okay.
acredito que o tempo fez as pessoas pararem de questionar isso, que já era normal para todos, quando tu nasceu as coisas funcionavam assim então porque fazer algo diferente? quer contrariar vai morrer idiota, e de uma forma menos grandiosa, não vai ser televisionado.
demorou mais do que gostaria de admitir, demorou muito tempo para que pudesse entender o quanto isso era horroroso, pessoas eram assassinadas e isso era televisionado. como puderam esperar tanto tempo sem se revoltarem? como conseguiam viver depois disso tudo? seus filhos morreram, seus filhos mataram.
do outro lado, na capital, cheguei a duas situações para explicar porque as pessoas torciam aguçadas e faziam daquilo uma grande festa.
primeiro.
acho que assim como todos os pobres e famintos se conformavam de que suas vidas eram assim, que aquela coisa que faziam com tuas crianças era algo normal, os cidadães da capital também acreditavam que a única verdade, a única maneira de viver era do jeito deles.
porque questionar algo que esta funcionando?
segundo.
mais uma vez assim como os outros distritos eles tivessem medo do snow, medo do que os pacificadores poderiam fazer com eles, mais uma (segunda) vez: porque questionar o que esta funcionando?
de um lado e extravagancia e do outro a fome.
effie. como falar dessa mulher. era bem visível que ela não sabia como se comportar naquele maldito 12. então agiu como todos de sua cidade natal agem para tudo. de uma forma graciosa tentou glorificar a morte de duas crianças.
mas isso não era uma festa da qual estava acostumada, e aos poucos percebeu que não poderia agir como se fosse uma grande festa. tá vamos deixar claro não é uma festa. não sei se ela estava lá como ironia ou como alivio cômico, foi a primeira coisa bizarra que me fez ficar com um pé atrás desse filme. como assim ela se veste dessa maneira o que há de errado com essa mulher?
nada. isso era preciso, se as pessoas da capital não estivessem sempre com plumas, cores vivas, e muito volume nos cabelos e nas roupas, provavelmente nunca teríamos reparado nos trapos que a katniss usava, porque eu só consegui entender isso quando comparei as roupas da effie e da katniss, isso aconteceu porque meu olhar é treinado a ignorar as crianças famintas que eu vejo todos os dias nas ruas, para que eu possa viver com minha mente em paz, mas ninguém me treinou para ignorar uma maquiagem tão marcante e todas aquelas plumas nos vestidos, o que coco chanel diria?
quando chamei minha mãe para assistir comigo jogos vorazes ela ficou com um pé atrás em relação a bizarrice dos figurinos, ficou com uma cara de quem não estava entendendo nada e tudo bem porque só deus sabe quanto tempo demorei para entender isso.
nós temos a mocinha da capital, o jovem apaixonado, o vitorioso desiludido e a voluntária hostil. todos num lindo trem que te levara para a infinita escravidão da mídia. a coisa sempre acaba ficando pior, katniss se voluntariou para salvar sua irmã, ponto, não queria matar as pessoas, mas uma hora ou outra sabia que teria de fazer.
quando chegaram e viram o quanto tudo aquilo era ridiculamente glorificado, as pessoas acenando e torcendo, vibrando pelos seus campeões, ops ... peões do seu jogo favorito. katniss continuou incrédula com tudo aquilo, não dava nem para se matar, a comida era boa, o lugar espaçoso, mas mesmo para uma morta de fome, alguns dias de conforto não fizeram esquecer de todo o inferno que estava preste a enfrentar.
e o pior de tudo é que foi apenas o começo.
***
era para ter escrito sobre o ultimo filme, mas me vi tendo tanta coisa para falar sobre o primeiro....continua...
beijos revoltosos,
B.
***
não li nenhuma crítica e nenhum texto sobre o filme, nem antes de assistir e nem depois. estou aqui tendo que pensar sobre isso. sim, que absurdo vou ter que pensar sobre o assunto para saber o que eu acho.
nos últimos meses tenho baseado minhas opiniões e toda minha fé nas opiniões e fé das outras pessoas. basicamente fiquei esperando pelo o que as outras pessoas estavam pensando para saber o que eu penso.
minha história com jogos vorazes é lindamente trágica, não lembro porque eu assisti o primeiro filme e nem quando, então vou inventar uma memória: era uma tarde qualquer onde não tinha o que fazer (o que na maioria das vezes quer dizer que tenho milhares de coisas para fazer, mas não faço nada) convenci minha irmã assisti esse tal filme de que a capricho não para de falar e então assistimos.
a mágica aconteceu bem aí. o primeiro filme me encheu os olhos de lágrimas, assistir a (spolier do primeiro filme) rue morrer pela primeira vez foi difícil, chorei que nem um bebê, como assim essa linda garotinha vai morrer, mas sinceramente minha mente estava mais ocupada me deliciando pelo breve romance de peeta e katniss, porque é isso que o mundo faz, uma lavagem cerebral para que tu acredite que a unica história que importa é o romance, se a mocinha vai ficar o mocinho.
![]() |
| gente mas olha o tamanho dela |
depois de assistir algumas vezes percebi que o filme (história) era grandiosa demais, um mundo pós guerra que massacra crianças para lembrar o que a guerra fez, você é um incapaz e vai morrer se entrar em guerra comigo, mas só para garantir que tu entendeu vou matar alguns dos seus filhos num jogo doentio uma vez por ano, okay?
okay.
acredito que o tempo fez as pessoas pararem de questionar isso, que já era normal para todos, quando tu nasceu as coisas funcionavam assim então porque fazer algo diferente? quer contrariar vai morrer idiota, e de uma forma menos grandiosa, não vai ser televisionado.
demorou mais do que gostaria de admitir, demorou muito tempo para que pudesse entender o quanto isso era horroroso, pessoas eram assassinadas e isso era televisionado. como puderam esperar tanto tempo sem se revoltarem? como conseguiam viver depois disso tudo? seus filhos morreram, seus filhos mataram.
do outro lado, na capital, cheguei a duas situações para explicar porque as pessoas torciam aguçadas e faziam daquilo uma grande festa.
primeiro.
acho que assim como todos os pobres e famintos se conformavam de que suas vidas eram assim, que aquela coisa que faziam com tuas crianças era algo normal, os cidadães da capital também acreditavam que a única verdade, a única maneira de viver era do jeito deles.
porque questionar algo que esta funcionando?
segundo.
mais uma vez assim como os outros distritos eles tivessem medo do snow, medo do que os pacificadores poderiam fazer com eles, mais uma (segunda) vez: porque questionar o que esta funcionando?
de um lado e extravagancia e do outro a fome.
![]() |
| o que dizer de tu? |
mas isso não era uma festa da qual estava acostumada, e aos poucos percebeu que não poderia agir como se fosse uma grande festa. tá vamos deixar claro não é uma festa. não sei se ela estava lá como ironia ou como alivio cômico, foi a primeira coisa bizarra que me fez ficar com um pé atrás desse filme. como assim ela se veste dessa maneira o que há de errado com essa mulher?
nada. isso era preciso, se as pessoas da capital não estivessem sempre com plumas, cores vivas, e muito volume nos cabelos e nas roupas, provavelmente nunca teríamos reparado nos trapos que a katniss usava, porque eu só consegui entender isso quando comparei as roupas da effie e da katniss, isso aconteceu porque meu olhar é treinado a ignorar as crianças famintas que eu vejo todos os dias nas ruas, para que eu possa viver com minha mente em paz, mas ninguém me treinou para ignorar uma maquiagem tão marcante e todas aquelas plumas nos vestidos, o que coco chanel diria?
quando chamei minha mãe para assistir comigo jogos vorazes ela ficou com um pé atrás em relação a bizarrice dos figurinos, ficou com uma cara de quem não estava entendendo nada e tudo bem porque só deus sabe quanto tempo demorei para entender isso.
nós temos a mocinha da capital, o jovem apaixonado, o vitorioso desiludido e a voluntária hostil. todos num lindo trem que te levara para a infinita escravidão da mídia. a coisa sempre acaba ficando pior, katniss se voluntariou para salvar sua irmã, ponto, não queria matar as pessoas, mas uma hora ou outra sabia que teria de fazer.
quando chegaram e viram o quanto tudo aquilo era ridiculamente glorificado, as pessoas acenando e torcendo, vibrando pelos seus campeões, ops ... peões do seu jogo favorito. katniss continuou incrédula com tudo aquilo, não dava nem para se matar, a comida era boa, o lugar espaçoso, mas mesmo para uma morta de fome, alguns dias de conforto não fizeram esquecer de todo o inferno que estava preste a enfrentar.
e o pior de tudo é que foi apenas o começo.
***
era para ter escrito sobre o ultimo filme, mas me vi tendo tanta coisa para falar sobre o primeiro....continua...
beijos revoltosos,
B.


Nenhum comentário:
Postar um comentário